HONDA CONFIRMA NOVO JIPINHO PARA 2014

0 comentários

Matriz da fabricante também lançará novo Fit no ano que vem.

Honda

O presidente da Honda no Japão, Takanobu Ito, falou hoje sobre algumas novidades que a marca vai apresentar até 2015, não apenas ligadas à linha de produtos, mas também à tecnologia e desenvolvimento, segundo o site Carscoop.
Ito disse que a marca terá o novo Fit, também conhecido como Jazz em outros mercados, a partir do ano que vem. E que, dentro de dois anos, lançará um pequeno utilitário esportivo feito sobre a mesma plataforma da dupla Fit/City. Trata-se da versão definitiva do protótipo Li Nian (imagem acima). Ele foi mostrado em 2008 e foi desenvolvido pela joint-venture Guangzhou-Honda no Salão de Xangai (China).

A nova geração do Fit e seus derivados serão fabricados na nova fábrica do México, que ficará pronta até 2014. Ito também confirmou a produção do novo sedã Acura RLX, que vai estrear no Salão de Los Angeles (EUA), a partir de 28 de novembro. Ito continuou seu discurso dizendo que a Honda vai apresentar a nova geração do supesportivo NSX em 2014, ano em que o carro começará a ser vendido no Japão.
No mercado japonês também serão vendidas algumas outra novidades como seis minicarros que estarão disponíveis até 2015, começando com o N-ONE, em novembro, o terceiro modelo da Série N. Além disso, também está confirmado o lançamento de um carro completamente novo movido a célula a combustível, em 2015, bem como de um revolucionário sistema híbrido que vai equipar modelos médios da marca.

VOLTA RÁPIDA: HONDA BRIO

0 comentários

Quando qualidade não se conta em centímetros

Honda Brio

Estamos nas montanhas de Chiang Rai, na Tailândia, a pouco mais de 50 quilômetros da fronteira do Laos. Entre os 100 mil turistas que visitam a cidade de 749 anos, mais da metade é formada por japoneses de câmeras na mão e fones no ouvido. No saguão do hotel, porém, um grupo destoava. 

Honda mostra novo Accord nos EUA

0 comentários
Sedã exibe design mais moderno

A Honda revelou nesta quarta-feira, 8 de agosto, as primeiras imagens do novo Accord. Definido pela montadora como o “Accord mais esculpido” da história – seja lá o que isso significa –, o sedã tem estilo moderno, mas sem deixar o conservadorismo de lado para não desagradar os clientes dos Estados Unidos.

Honda cogita nova geração do S2000

0 comentários
Chegada do novo esportivo da Toyota/Subaru faz Honda repensar o modelo




A Honda está revendo a sua linha de automóveis e cogita a possibilidade de lançar uma nova geração de seu esportivo S2000, divulgou nesta quinta-feira (2) o informativo Automotive News. Segundo a informação, a chegada do novo esportivo desenvolvido pela parceria entre a Toyota e a Subaru (chamado 86 e BRZ, respectivamente) aumenta as conversas sobre uma possível geração do novo S2000, embora este não seja o principal foco da marca no momento.

Ariel cria Atom Cup

0 comentários
Primeira temporada ocorrerá em 2013 com oito corridas.


  

A britânica Ariel anunciou o início de uma nova categoria automobilística para 2013, chamada Atom Cup. Assim como a Porsche Cup, a competição é voltada para entusiastas da marca que dispõem de capital para queimar gasolina e pneus em emocionantes disputas.

Honda confirma recall do CR-V no Brasil

0 comentários
Marca revisará 11.000 automóveis por defeito nas travas das portas dianteiras


  


Após ter anunciado um Recall para 321.452 unidades do CRV e do Acura ILX na última quinta-feira (19), a Honda confirmou nesta sexta-feira (20) que o utilitário esportivo comercializado no Brasil também está envolvido no chamado. Segundo a marca japonesa, 11.000 unidades do modelo vendidas por todo o país serão convocadas para uma revisão nas travas das portas dianteiras a partir do dia 13 de agosto. Confira abaixo os números do chassi das unidades afetadas:



Segundo a Honda, o problema pode ocasionar abertura involuntária das portas dianteiras, “gerando o risco de colisão e/ou ferimentos aos ocupantes e terceiros”. Até o momento, no entanto, nenhuma ocorrência foi realizada em função do problema. A marca se coloca à disposição para esclarecimentos por meio do site www.honda.com.br/recall/autos ou pela sua Central de Atendimento, no telefone 0800-701-3432.

fonte: Quatro Rodas

Honda anunciará novo Civic Type-R

0 comentários
Carro-conceito deverá ser mostrado em 2013

 

A Honda aprovou a produção de uma nova geração do Civic Type-R. De acordo com o site Autocar, o anúncio oficial deverá acontecer durante o Salão de Paris deste ano.
Uma versão-conceito do carro, no entanto, deverá ser exibida ao público apenas em 2013, provavelmente no Salão de Genebra.

Yoshikazu Kigoshi, diretor de pesquisa e design da Honda, já havia dito que o novo Civic Type-R contaria com novidades nos para-choques, rodas, bancos e aerofólio. Acredita-se também que as suspensões sejam reformuladas, para melhoria da dirigibilidade.

O modelo deverá ser movido por um motor 2.0 turbo, com potência de 210 cavalos, fazendo o teste de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos e alcançando velocidade máxima de 241 km/h.

fonte: Quatro Rodas

Honda lança novo CR-V na Europa

0 comentários
SUV é quase igual ao modelo feito no México
 
   
 
 A Honda apresentou nesta quarta-feira, 18 de junho, a versão europeia do novo CR-V. O SUV é praticamente idêntico ao modelo fabricado no México e vendido em vários mercados latino-americanos, incluindo o Brasil.
 
 
 
 Com a promessa de entregar o “equilíbrio perfeito entre um automóvel e um SUV”, o CR-V europeu é produzido na Inglaterra. O carro deve ser oferecido nas motorizações 2.2 i-DTEC a diesel, que entrega 148 cv, e 2.0 i-VTEC a gasolina, preparado para render 148 cv. Uma opção 1.6 a diesel será lançada em 2013.
 
fonte: Quatro Rodas
 

Honda poderá fabricar Fit Crossover

0 comentários
Lançamento aconteceria em 2013

 

A Honda prepara para o próximo ano a nova geração do já estabelecido Fit. Mas, além de apresentar a minivan reformulada, a marca japonesa poderá agregar uma versão Crossover do carro à sua linha.
A expectativa é de que o Fit Crossover também seja produzido na fábrica do México e possa chegar aos mercados norte-americano e europeu já em 2013.

Ainda não há informações detalhadas sobre a configuração do carro, mas se especula que o Fit Crossover possa usar um motor mais potente do que o 1.5 de 117 cavalos de potência, utilizado no Fit atual (foto).

fonte: Quatro Rodas

COMPARATIVO ENTRE HATCHES X SEDÃS: FIT X CITY E MARCH X VERSA

0 comentários

Os sedãs japoneses da Honda e Nissan enfrentam seus irmãos menores em uma briga de carroceria

     Hatches x Sedãs


Começamos com a Honda

Hatches x Sedãs


Você conhece ou já conheceu alguém que estava em dúvida entre um Honda Fit ou um City. E isso tem motivos para acontecer: os dois são diferentes e têm estilo próprio, são espaçosos e se assemelham em preço e potência. Mas a pergunta que fica é a seguinte: qual é o mais divertido?
A dupla escalada para este pega é formada por um Fit 1.5 EX e um City 1.5 LX – a versão topo de linha do hatchback e intermediária do sedã, que custam quase a mesma coisa: R$ 62.120 e R$ 62.190, respectivamente.
  Hatches x Sedãs

Hatches x SedãsEquilíbrio temporário


Tudo parecido até aqui. Motor 1.5 de 116 cv (com etanol), câmbio manual de cinco marchas... A diferença começa nos equipamentos – e o Fit larga na frente. O City vem munido de um bom conjunto, com freios ABS, air bag duplo e sistema imobilizador, mas o hatch já vem equipado com tudo isso mais freios a disco nas quatro rodas.
O City responde com melhor espaço. A área dos ocupantes da frente é mais espaçosa que a do hatch e ele dá um banho em volume do porta-malas: são 506 litros do sedã, contra 384 l do hatch. Espaço traseiro? Agrada nos dois – são 2,50 m de entre-eixos no Fit e 2,55 m no City.
Só que espaço não é sinônimo de conforto. E o Fit reassume a liderança por causa disso: seus bancos são mais confortáveis, sua ergonomia é mais bem elaborada e a suspensão parece ter sido melhor preparada para nosso asfalto. Não que a do City seja ruim, mas a do Fit tem batidas menos secas.O hatch também é mais prático, não só na hora de manobrar. A tampa do porta-malas é mais leve – bom para a hora de ir ao mercado – e a oferta de porta-trecos é maior.
O embalo do Fit continua no bolso: ele tem a cesta de peças mais barata (são R$ 2.549, contra R$ 3.432 do City) e o seguro ligeiramente mais em conta (R$ 2.193, contra R$ 2.249). Aqui, vale um elogio – não para os carros, mas para a Honda: o site da marca aponta os preços sugeridos das principais peças de pós-venda. Quase a nossa cesta básica completa!
O Fit, além de tudo, é o que mais empolga ao dirigir. A diferença de peso é pequena – ele é apenas 63 kg mais leve do que o sedã – e as rodas mais próximas das extremidades fazem o carro ter balanços menores. Além disso, ele é mais estável em curvas – uma rotatória perto de casa me provou o que já suspeitava. Apesar de a Honda ter dito que queria dar uma graça de esportividade ao City na apresentação de seu facelift, o Fit tem bem mais essa pegada sem precisar dos três filetes cromados da grade ou do para-choque exibindo o radiador.
Hatches x Sedãs

É vitória certa do hatch sobre o sedã. Eles se equivalem em preço, mas o Fit tem pós-venda mais em conta, é mais prático, confortável e divertido do que o City – que só leva a melhor em espaço. Conhece alguma pessoa que está em dúvida entre os dois ou essa pessoa é você? A resposta tá na mão.


Agora vamos falar da Nissan 


  Hatches x Sedãs

Gêmeos bivitelinos são os irmãos que nascem de uma mesma gestação, mas de óvulos diferentes. Este é o caso desta dupla. March e Versa foram gerados juntos, compartilham peças e têm a mesma mãe: a plataforma V.
Os dois provam a cada mês que merecem sua assinatura no cheque. Estão criando filas de até quatro meses nas lojas e, juntos, foram responsáveis pelo crescimento de 88% da marca em 2011. Só neste ano já foram 13.069 March negociados (média de 3.267 carros por mês) e 6.650 Versa (1.663/mês). 
São números baixos, se comparados aos dos líderes Gol e Uno e Voyage e Classic? São, mas em nenhum momento a mamãe Nissan disse que estes seus filhos seriam os primeiros da classe. E esses números saem do patamar do bom para o ótimo quando lembramos que eles são mexicanos e vêm ao Brasil sob limite de cotas. Mas, entre eles, qual é o melhor?
Hatches x Sedãs

Hatches x Sedãs
Queridinho

Os dois custam praticamente a mesma coisa: R$ 35.890 é o valor pedido por um March e R$ 35.990, R$ 100 a mais, é o que a revenda pede por um Versa – ambos na versão 1.6 S. 
Só que esse papo muda no pós-venda: a cesta básica do Versa sai por R$ 1.627, R$ 235 mais cara que a do March. Na seguradora, o sedã também se dá mal: de acordo com a RK Security, R$ 2.519 é o preço que um paulistano de 40 anos pagaria, em média, pelo Versa; R$ 1.429 é o valor do seguro de um March.
Além disso, o Versa também joga contra em praticidade. Os dois se equivalem na oferta de porta-trecos e em acessibilidade (entenda: no ângulo de abertura das portas e na facilidade de acesso ao carro), mas o Versa leva um banho do irmão menor na hora da baliza – são 4,46 m do sedã contra 3,78 m do hatch. Em outras palavras, muita gente vai deixar o grandalhão de lado e optar pelo March se a vaga na garagem do prédio não for tão grande.
Só que o sedã é imbatível quando o assunto é espaço e conforto. Com 2,60 m de entre-eixos – 15 cm a mais que o March –, o Versa agrada mais que seu irmão nesse critério, do motorista à turma do fundão. O sedã é 2 cm mais alto, mas isso não faz tanta diferença no espaço para a cabeça. Agora, se sua convidada for a Ana Hickmann, o March vai te deixar num aperto.
Até aqui estamos em equilíbrio: o Versa é maior e mais confortável e o March tem melhores preços para o seu bolso e ainda é mais prático.

Hatches x Sedãs
O desempate será a temperatura do tesômetro. Sendo assim, o Versa é o irmão que atinge o topo da escala, mesmo levando a pior em alguns números de desempenho. O hatch é pouco mais de um segundo mais rápido na aceleração de 0 a 100 km/h (10,1 s contra 11,2 s do Versa) e mais ligeiro em retomadas, mas também é 87 quilos mais leve.

 E, curiosamente, a diferença de peso é um dos fatores que pesam a favor do sedã: ele se torna um pouco mais lento, contudo é mais bem acertado dinamicamente. Ou seja, é mais divertido fazer curvas com o Versa – o peso do porta-malas tem influência nisso. Eles estão quase juntos em tudo, como bons irmãos gêmeos. Mas o sedã é o filho favorito.


HONDA CR-V X KIA SPORTAGE - YIN E YANG

0 comentários

Jogo rápido entre o japonês da Honda e o coreano da Kia


  Compara Sportage x CR-V

O Yin, energia escura, e o Yang, energia clara, devem estar em equilíbrio segundo a filosofia chinesa. Quando uma dessas forças chega ao seu ponto extremo, ela se manifesta de maneira contrária. Nenhuma energia é melhor que a outra. Este é o significado do Tai Chi, símbolo com círculos preto e branco que você já viu por aí.

 Um utilitário-esportivo também joga com o equilíbrio. Tem de ter conforto de sedã, espaço e praticidade de perua, robustez de off-road, desempenho satisfatório e consumo de combustível sem exageros. Com essa milenar filosofia em mente, decidimos ver qual dos orientais consegue a melhor combinação destes quesitos. Como representante do Yin, convocamos o Honda CR-V ELX; e como Yang, trouxemos o Kia Sportage topo de linha.

Kia Sportage
    Compara Sportage x CR-V



Honda CR-V
Compara Sportage x CR-V



fonte: Car and Driver

Honda cria CR-Z de corrida

0 comentários
Modelo híbrido utiliza motor 2.8 V6 biturbo




A Honda anunciou que entrará na categoria japonesa de corrida Super GT Series com uma unidade especial do híbrido CR-Z. O modelo será fabricado em parceria com o time Mugen (divisão esportiva do Reino Unido da marca) e disputará lugar na série GT300.





Para a competição o CR-Z teve o seu motor 1.5 quatro cilindros substituído por um 2.8 V6 biturbo, cujo rendimento não foi divulgado. O sistema de motor elétrico, no entanto, não foi eliminado. O modelo recebeu bancos de competição, gaiola de proteção e a maior parte da carroceria teve suas partes substituídas por componentes de fibra de carbono, mais leves e com aerodinâmica aperfeiçoada. 


Conforme é possível observar nas imagens, o hatch de competição utiliza pneus Bridgestone e freios com discos fresados (para dissipar os gases gerados em altas temperaturas geradas em frenagens fortes, prolongando a eficiência do sistema) nas quatro rodas. O modelo estreará na quarta temporada da série, na pista de Sugo, entre os dias 28 e 29 de julho.






fonte: Quatro Rodas





Mugen mostra Civic Concept em Goodwood

0 comentários
Carro da Honda ganha tom esportivo


   


A Mugen, parceira da Honda nos carros de competição, mostrou uma versão-conceito do Civic durante o Festival de Goodwood.

O carro transborda esportividade. Visivelmente, as mudanças são claras: nova grade dianteira, saias laterais e aerofólio traseiro, além de rodas de liga leve de 18 polegadas. Internamente, saem os bancos de fábrica e entram assentos esportivos MS-R.


Ainda não foram divulgadas informações sobre outras especificações do veículo. Espera-se que o Mugen Civic Concept possa ganhar uma versão de produção ainda neste ano, em dezembro, destinada ao mercado europeu.


fonte: Quatro Rodas

Accord será o trampolim do HondaLink

0 comentários
Sistema virá no modelo 2013 do carro




A Honda pretende utilizar a nova geração do Accord, com lançamento esperado para 2013, como marco da introdução do HondaLink, sistema multimídia voltado para o entretenimento dos ocupantes do carro. A informação é do site Autoblog.com.


Ainda não está definida a tecnologia a ser inserida no HondaLink, mas cogita-se a utilização de recepção de dados via satélite ou de um modem dedicado exclusivamente ao sistema.
Com isso, a montadora japonesa pretende desafiar o sucesso do SYNC utilizado pela Ford, uma das principais concorrentes da Honda no mercado dos Estados Unidos.


fonte: Quatro Rodas

TESTE: HONDA CR-V - LONGE DE SER SUV

0 comentários

O CR-V nasceu jipe, bebeu da fonte das minivans e, agora, está mais automóvel do que nunca


 Honda CR-V

Quando você bater os olhos no novo CR-V, provavelmente irá ficar um tempo procurando as diferenças entre as duas gerações do modelo – a que chega e a que se despede. A identidade do carro está toda lá e isso nos faz pensar, a princípio, que o Honda teria sofrido apenas uma reestilização. Engano: o CR-V que está chegando às lojas mudou mais do que a aparência sugere. Distanciou-se de um SUV e virou quase  automóvel.
Para eliminar dúvidas, a Honda fala em uma plataforma 65% nova. Da antiga, foram mantidos os pontos de ancoragem da suspensão dianteira, o assoalho sob o banco do motorista, as bitolas, o entre-eixos e a largura da carroceria. Pouca coisa. O resto é inédito. O motor 2.0 está mais potente. E por dentro, é outro carro.
Honda CR-V

iPhone


Sente-se, ajuste o banco (ele está mais envolvente e levemente mais baixo), acerte a posição da coluna de direção (agora mais vertical). Solte o freio de estacionamento, não mais pelo pé mas pela alavanca no console, e vire a chave. O ambiente é outro. O cluster passou a dar destaque para o velocímetro, com um generoso computador de bordo no centro. Conta-giros, à esquerda.

Se o antigo painel era tão moderno quanto um Startac, agora está mais para um iPhone. O centro do painel abriga duas telas de LCD, uma delas controlada por toques. Ali, temos informações do computador de bordo, do sistema de som e de navegação i-MID (como o do Civic). O console central abriga o porta-objetos e as entradas auxiliares do som. O espaço livre entre o painel e o console central, solução típica de minivan, deixou de existir: motorista e passageiro passam a viajar separados por um console.
O espaço interno não mudou: entre-eixos, bitola e largura permanecem os mesmos. Mas o para-brisa foi levemente deslocado e inclinado, para acompanhar o caimento do teto. O assoalho, na traseira, está mais baixo. Com isso, o CR-V ganhou 33 litros de capacidade no porta-malas.
Rebater o banco traseiro para ampliar o espaço de bagagem antes era tarefa que consumia energia e tempo. Muita gente deve ter reclamado e a Honda reviu o mecanismo: desta vez, basta puxar uma alavanca (para cada segmento do banco) que o assento levanta e o encosto forma assoalho quase plano.
Materiais de boa qualidade não são novidade no CR-V. Bem encaixados, firmes, sólidos e simples. Mas sem vida. Na quarta geração, as linhas foram aprimoradas: cores mais escuras de painel e uma faixa brilhante de ponta a ponta. Não ficou como uma gravata-borboleta em um adolescente – a sutileza combina com o carro. E com seu motorista.
Honda CR-V

Pimenta Caiena


As alterações são amplas, mas não drásticas. A lógica serve para o conjunto mecânico. O antigo CR-V trazia 150 cv no motor 2.0. Agora, são 155 cv. O torque foi mantido: os 19,4 mkgf surgem a 4.300 rpm (100 rpm acima do antigo). Segundo a Honda, 80% deles estão disponíveis a 1.500 rpm. Parece que não mudou nada. Mas mudou.
O CR-V está mais esperto. O giro do motor cresce mais rápido; a vibração é  menor. A taxa de compressão foi ligeiramente aumentada de 10,5:1 para 10,6:1; reduziu-se o peso de várias peças, como pistões, bielas e comandos de válvula (agora ocos) e adotou-se um novo coletor de admissão. Desta receita saíram os 5 cv e o torque plano. O câmbio automático de cinco marchas tem conversor de torque que enche mais rápido, colaborando com o ânimo extra.
No rodar, a nova calibragem de suspensão e a melhor rigidez torcional deixaram o CR-V menos propenso a inclinar em curvas. Some a isso uma redução no ruído interno e nas vibrações percebidas em pedais e no volante. O que sugere um carro menos comunicativo se traduz em conforto.
 O sistema de direção elétrica traz uma novidade: trabalha em conjunto com o controle de estabilidade e ajuda na correção de trajetória por meio da assistência de direção Motion Adaptative. Também traz o modo Econ, que estreou no Civic e que altera parâmetros de aceleração e de ar-condicionado para reduzir o consumo – se você dirigir com suavidade a diferença de consumo com ou sem o sistema de estímulo a direção suave será bem pouco.

Honda CR-V

Ei, eu mudei!


O CR-V está 4 cm mais baixo que o antigo – e isso só fica evidente quando as duas gerações estão lado a lado. Os faróis estão mais estreitos e avançam pelas laterais. A carroceria perdeu os vincos, as dobras do teto, alguns rebuscados das saias laterais e, no comprimento, sofreu ligeira encolhida por causa dos menores balanços de dianteira e traseira. Ficou mais moderno, afinal.
A versão EXL é a aposta da Honda. A marca acredita que o modelo de R$ 103.200, responderá por 50% dos 27 mil carros previstos para este ano no Brasil. Além de tudo mostrado aqui, ele traz seis airbags, assistente de partida em subidas, teto solar, ar-condicionado digital de duas zonas, sistema de tração integral por demanda Real-Time. Fora o EXL, há o LX automático (R$ 87.900) e o LX manual de 6 marchas (R$ 84.700).

               

fonte: Car and Driver

TESTE: A NONA DO HONDA CIVIC

0 comentários

A nova geração anda mais e bebe menos que a anterior. Mas ficou conservadora no desenho e ao volante. Está mais erudita e menos rock and roll.


Teste Honda Civic


A obra-prima de Beethoven é a Nona Sinfonia – uma Ode à Alegria. Se alguém perguntar à Honda qual é o seu melhor Civic, ela dirá, como nos disse, que é a nona geração – exatamente esta que testamos e que começa a ser vendida no Brasil mês que vem. 

Mas enquanto a Nona de Beethoven é considerada revolucionária, por ser a primeira, em 1824, a usar coral de vozes em uma sinfonia, a nona do Civic é apenas uma evolução do que tínhamos antes. A novidade não mudou radicalmente os conceitos estéticos mostrados pela oitava geração, ainda à venda: só alterou levemente. Evoluiu em quê? Para saber, comparamos as duas gerações – a que está se despedindo e a que está a caminho.

Se no estilo o ritmo do novo Civic lembra muito a melodia que o modelo atual entoa, isso não pode ser considerado plágio: quem herda não furta, e a nova geração do sedã só mostra melhorias em relação ao antecessor. Com a mesma plataforma aperfeiçoada (o carro recebeu um novo subchassi dianteiro), a nona geração traz linhas mais arredondadas, especialmente na traseira. 

Por conta disso, apresenta queda de teto mais forte. O objetivo, no caso, foi tornar o Civic mais atraente ao comprador que pode ter rejeitado o estilo agressivo do carro que sai de linha. Por dentro e por fora, a novidade se rendeu a um público que reclamava da suspensão firme e da capacidade reduzida do porta-malas, embora nunca tivesse elogiado as inegáveis qualidades dinâmicas do carro. 

Não há nada de mal em ouvir os anseios de novos clientes, desde que a essência que agradou a uma parcela significativa de compradores fosse mantida. Mas foi exatamente esta nota que a nona do Civic não conseguiu sustentar: o carro abriu mão do espírito esportivo e se tornou mais um executivo. Largou o tênis e vestiu sapato de sola de couro.

Teste Honda Civic



Billie e Peyroux


Se você pesquisar os números de teste e da ficha técnica, verá que o novo carro melhorou em tudo, comparado ao anterior. É mais rápido, tem boas retomadas, freia divinamente e leva mais bagagem no porta-malas. Para um burocrata, isso já seria o suficiente para afirmar que o Civic de nona geração é melhor; para quem gosta de dirigir, ele fica devendo em esportividade – contida, é verdade, mas ainda assim divertida. Resta saber se a Honda conseguirá cumprir a promessa de manter os preços.
Na aparência, o carro ficou mais conservador, embora preserve a atualidade das linhas. A maior mudança é percebida na traseira: as lanternas receberam prolongamento da lente cortado pela tampa do porta-malas. O carro americano, que avaliamos na C/D 41, tem lanternas convencionais
O capô liso do atual recebeu uma porção central marcada por vincos e a grade dianteira lembra a do City, com três aletas delgadas. E os para-choques estão mais volumosos. No entanto, se você olhar o atual e o novo de lado, poderá confundi-los, como quem ouve Billie Holiday e Madeleine Peyroux sem a devida atenção. A coluna dianteira ficou mais fina para melhorar a visibilidade. E a versão EXS pode ter teto solar, exigência antiga dos clientes.


  Teste Honda Civic


Solista


É dentro do carro que se notam as maiores mudanças, como o solista de uma orquestra. O painel em dois níveis continua lá, mas dizer que eles são iguais não faria justiça à nona do Civic. Aqui, a evolução foi nítida: como um arranjo mais elaborado, ele traz mais recursos. 

Na parte superior, o nível de combustível passou para o canto esquerdo do painel, substituindo o marcador de temperatura do motor. O velocímetro, no centro, agora é ladeado por duas faixas que mudam de cor dependendo de como o motorista dirige.

 Se abusar do acelerador, elas ganham azul intenso; se pegar leve com o pedal, ficam verdes. Colocadas em um nível diferente do usado pelo velocímetro e dos outros instrumentos, elas dão ao painel um efeito de três dimensões que torna o quadro de instrumentos do Civic atual pobre.


Do lado direito, onde ficava o marcador do tanque, agora com 57 litros, entrou uma barra que informa o consumo instantâneo. No extremo direito do painel está o i-MID, sigla em inglês para tela inteligente multi-informativa, em uma tradução livre.

 É o computador de bordo, mas com mais atribuições, como configuração de fundo de tela e de áudio e exibição de temperatura, hora e hodômetro, além das imagens da câmera de ré, presente em todas as versões do carro. 

Na versão EXS, a que testamos, essas imagens são transferidas para o navegador com tela de 6,5”, sensível ao toque, que também integra o sistema de som. Na parte inferior do painel, você encontrará as luzes-espia e o conta-giros, como no modelo atual, mas este último ficou maior e com um grafismo que reforça a impressão de 3D da parte de cima. Ficou mais requintado, mas perdeu o ar de novidade.


Teste Honda Civic

Rock and roll


Se os plásticos continuam apresentando dois tons, eles ganharam desenho diferente, mais bem comportado que o do Civic anterior. As alavancas de abertura das portas mostram isso mais claramente: deixaram de lado o formato de luva de boxe e adotaram o de um gancho para pendurar toalha. Como dissemos no começo da conversa, o novo Civic não quer ousadias, mas aposta no seguro. 
O volante perdeu o ar de modelo de competição, com um desenho mais convencional. Em vez das 2,5 voltas de batente a batente, o atual exige 3. Ou seja: mais esforço para uma resposta um pouco pior (o diâmetro de giro subiu de 10,6 m para 10,8 m). Atribuímos a isso parte da perda da sensação de esportividade, por mais que ele ande melhor. A resposta aos comandos do volante está mais lenta.
Se os quatro cilindros 1.8 dos dois usam a mesma concepção e têm a mesma potência, o torque máximo do motor aperfeiçoado aparece em rotações mais baixas. O coletor de admissão tem outro desenho, que ajuda na queima do combustível, e a taxa de compressão caiu de 11,5:1 para 10,6:1. Segundo a Honda, tudo isso tornou o carro respectivamente mais ágil em respostas, mais econômico e mais suave. E é tudo verdade. Poderíamos dar nota 10 para ele, mas nem isso faz o modelo ser mais querido que o piadista da turma. 
O porta-malas, motivo de tantas reclamações, teve capacidade aumentada de 340 para 449 litros, por conta da troca do estepe, agora mais fino. O carro está mais econômico e tem até a função Econ, para ajudar o motorista a tocar o carro em modo pianíssimo. Mas ele não responde de forma tão viva quanto o anterior.  
Certamente o Civic venderá bem. Mas se o atual Civic era allegro, o novo é allegro non troppo. É como comparar Elvis Presley a Beethoven: o segundo era impecável, mas o primeiro era rock and roll.

      Teste Honda Civic 2012


fonte: Car and Driver

HONDA CIVIC PACE CAR

0 comentários
Honda Civic preparado para ser Pace Car na F-indy 300





A Honda brasileira é quem fornece o pace car para a prova de Fórmula Indy em São Paulo, a Indy 300. Aliás, dois, em que um fica de reserva para o caso de qualquer problema com o que está em uso, como avaria mecânica ou acidente.


 São dois Civic LXL 2013 que, como se sabe, tem motor de 1,8 litro e, evidentemente, para esse tipo de uso, os dois têm o câmbio manual de cinco marchas. A Honda convidou a imprensa a conhecer e dirigir seu pace car na pista da Fazenda Capuava, próximo a Indaiatuba, no interior de São Paulo. Não é preciso dizer que foi uma experiência muito interessante. O Arnaldo foi junto.


O Civic pace car, por Bob Sharp



O carro é preparado para uso em pista, para "puxar" o grupo de carros de corrida quando é necessário intervir, normalmente quando há acidente, acho que todos conhecem essa operação nas provas de F-Indy e outras categorias de automobilismo (na F-1 é chamado de Safety Car). 

Só que o carro precisa ter capacidade de rodar rápido, ou os motores dos carrros de corrida podem superaquecer, uma vez que não têm ventilador de radiador, dependem exclusicamente do ar dinâmico. Por isso, segundo a Honda, a organização da F-Indy determina que os pace cars devem ter motor de pelo menos 200 cv. A Honda, evidentemente, tratou de cuidar disso nestes Civic.

Duas firmas de preparação foram incumbidas da preparação dos Civic, a Way Motor Sport (www.waymotorsport.com.br), de Maurício Mastroiani, que cuidou do motor, e a Suspentécnica (www.suspentecnica.com.br), de Alberto Trivellato, que efetuou mudanças no chassi. Ambos são profissionais são bastante conhecidos no meio. Claro, aplicaram seus adesivos nos dois Civic pace car, com mostra a foto ao lado.


A única modificação no trem de força foi a instalação de um turbocompressor.BorgWarner, com pressão de superalimentação de 0,35 bar, lembrando que esta pressão é sobre a pressão atmosférica normal de 1 bar. A potência resultante é de 270 cv com torque de 33 m·kgf a 3.700 rpm, mantendo-se nesse patamar até à rotação de potência máxima.


 Em nome da simplficação e também devido ao combustível ser etanol, que esfria bastante a carga de ar e combustível ao se vaporizar, bem mais que a gasolina, não foi utilizado interresfriador, aliado ao fato de pace cars terem tempo de ação relativamente curto.


    foi utilizado um Turbocompressor no motor 1,8-litro do Civic normal que gerava 140cv e passou para 270 cv 


As maiores modificações foram mesmo no chassi. As molas são H&R com constante 20% maior que a especificação original e de menor altura livre para altura de rodagem 40 mm menor que no Civic LXL de série. O carro é pregado  no chão, um visual bem diferente do que estamos habituados a ver no Civic nacional de série.


Os amortecedores traseiros são do Civic Si, enquanto os dianteiros são os normais do LXL. Veio também do Si  a barra estabilizadora traseira, enquanto a dianteira é original, porém endurecida mediante tratamento térmico. Semi-árvores e juntas homocinéticas são de série, com também o transeixo de cinco marchas. Mas não tinha o diferencial autobloqueante tipo Torsen do Civic Si e deu para sentir sua ausência na pista da Capuava, com falaremos adiante.


Para ajuste do câmber, inexistente no Civic de série (esse ajuste praticamente não existe mais nos carros atuais), foi instalado na manga de eixo um kit para possibilitar esse ajuste.


Os freios contam com discos maiores (300 mm de diâmetro) de aço-carbono na dianteira, com pastilhas especiais de composto cerâmico, e no lugar dos faróis de neblina estão as tomadas de ar para os dutos de arrefecimento dos freios; os freios traseiros são normais do Si. Para evitar qualquer possibilidade de dilatação dos flexíveis de freio, foram usadas mangueiras Aeroquip, que têm capa de malha de aço trançada. O fluido de freio usado é DOT-4, com ponto de ebulição de 600 °F (315 °C).


Os pneus são Pirelli P7 de mesmas dimensões do Civic Si, 215/45R17V e a carroceria recebeu anexos aerodinâmicos – defletores dianteiro e traseiro, aerofólio traseiro e minissaias – todos acessórios originais da linha Access, da própria Honda, de montagem nas concessionárias. São Access também as sapatas de pedais de alumínio com tachinhas de borracha antiderrapantes.





Ao entrar e sentar no banco Sparco, atar o cinto de quatro pontos de mesma marca e olhar os pedais, nota-se logo que são as únicas diferenças em relação  ao Civic de série. Há apenas, no console, dois interruptores das luzes giratórias do teto que todo pace car precisa ter.


Ao dar partida, o som grave do motor, típico dos turbos, associa-se à serenidade da marcha-lenta inferior a 1.000 rpm. Mas é só arrancar para ver o que anda este pace car.


O motor é exuberante em potência, seu rugir empolga. Não é preciso exceder 6.000 rpm para seguir estilingando após cada curva através das marchas..Acelera rápido, a ponto de se ficar pouco tempo em cada marcha, mesmo com o escalonamento aberto do câmbio de série. Gostaria de medir uma aceleração 0-100 km/h, mas arrisco dizer ser em algo abaixo de 7 segundos.



Os comandos do motorista/piloto parecem ter sido feitos para se andar em pista, como a direção bem rápida, de relação 13,7:1, e o jeitoso volante de 355 mm de diâmetro. A carga do volante é que poderia ser maior, é leve demais em velocidade. Os pedais permitem punta-tacco fácil e o conta-giros bem diante dos olhos, no centro, proporcionado pelo arranjo do painel em dois níveis, é bem-vindo.


A aproximação das curvas com os potentes freios, as entradas e a atitude ao contorná-las, são corretas. A inclinação da carroceria é mínima e o subesterço é discreto. O que incomoda é a patinagem da roda interna ao dar potência de saída de curva, o que não haveria se tivesse sido aplicado o diferencial tipo Torsen do Civic Si.


A justificativa da Honda para não tê-lo no pace car é que, apesar de precisar ser um carro rápido na sua tarefa, a falta de bloqueio do diferencial não chega a comprometer no trabalho de pace car, um raciocínio correto. O carro não é para corrida, em que, aí sim, nunca poderia prescindir do recurso para favorecer a tração.


Feliz quem pilotou este pace car na corrida do dia 29 de abril...

Bob Sharp


O Civic pace car, por Arnaldo Keller 



Na pista, qualquer carro é divertido, apesar de que, na pista, todo carro parecer menos potente do que é. É preciso que o carro tenha um desempenho muito forte para nos impressionarmos e sentirmos aquele friozinho na barriga. Numa pista travada como a da Fazenda Capuava, interior de São Paulo, onde só há curvas de baixa a coisa não tem tanta graça.– a única boa realmente, de média, estava precedida de um chicana apertada armada com cones para evitar problemas com os menos experientes.. Não se sente aquela sensação de desafio, de estar no fio da navalha. 


A pista é legal, tem uma seqüência de curvas num sobe e desce, chamada de Saca-Rolha (copiada do autódromo de Laguna Seca, nos EUA), que é bem desafiante, mas, bom... tudo bem, estou bancando o chato, reclamando de barriga cheia, o que é feio fazer. A reta é curta, mal se põe a quarta marcha e já está na hora de frear. Bom... tudo bem. Ela, com o shift-kart (kart com câmbio), deve ser o bicho.


O Honda Civic, reputo o carro de linha nacional, atual, mais gostoso de guiar, por ter o comportamento que mais me agrada. Ele entra nas curvas com pequena tendência de sair de frente, que logo se corrige, e ele passa a escorregar com as quatro. Bem equilibrado, bem previsível, bem suave. 


Muito desse correto comportamento vem de controles eletrônicos, que, em caso de perda de aderência, freiam na dose certa as rodas que devem ser freadas, corrigindo tendências e equilibrando o carro. Além disso, em caso de derrapagem, a direção fica pesada se a virarmos para o lado errado da manobra correta a ser feita e leve se a virarmos para o lado certo. 

Para esse tipo de teste é bem bom estar na segurança de um autódromo como o da Capuava, que tem amplas áreas gramadas de escape. A Honda, já que desejava nos mostrar justamente essa qualidade do Civic, faz bem em nos apresentar o carro lá. 


Esse controle eletrônico vem para ajudar um carro que mesmo sem ele já é muito bom de chão, pois sua suspensão é muito bem acertada, principalmente por ter boa suspensão traseira multibraço, um esmero que a maioria de seus concorrentes abandonou em troca do inferior eixo de torção. Bom freio, bem alinhado em freadas fortes. E confiável. Mandando a bota na pista sem ter dó do freio, em nenhum momento acusou fading nem pedal baixando, tampouco odor caracaterístico de aquecimento excessivo.


                          A Honda levou Civics normais para se dirigir e comparar


E aí vem um dos melhores atributos, a meu ver, do carro: a excelente ergonomia. Banco macio e com bons apoios no lombar e nas laterais, pedais muito bem posicionados, que nos permitem fazer facilmente o punta-tacco nas reduções, e o mais importante, o volante tem amplo ajuste em altura e distância, então ele, que é o comando prioritário ao nos ajustarmos num carro, pode ficar no lugar exato sem que tenhamos sacrificar a correta distância dos pedais.


O que é de estranhar é a alavanca de câmbio ainda estar mais perto do passageiro do que do motorista. Deveriam, a meu ver, inverter as posições, ou seja, colocar a alavanca do freio de mão à direita e a do câmbio à esquerda, mais perto do volante. Vai entender por que está assim, embora o projeto do carro seja japonês, de um país onde a mão é esquerda e o volante, na direita..


Outra coisa, já bem mais chata, é a tal da caixinha alta de descansa-braço no console (foto abaixo, seta) a nos atrapalhar o cotovelo nas cambiadas. É mais um carro com esse defeito miserável (Fiat Bravo, Hyundai i30, Renault Fluence, Omega nacional, só para citar alguns de estalo) que vem de projetá-los para o câmbio automático, onde essa caixinha chata não incomoda, já que não se muda marcha, e deixar o carro do mesmo jeito para a versão de câmbio manual. Não custava nada cuidar desse detalhe, que para mim não é detalhe. O carro é bom e merece.



                            Descansa-braço atrapalha quando o câmbio é manual


E daí, após andar devagar e também rápido no Civic normal, câmbio manual, fui me divertir um pouco no Civic pace car da Indy 300. Sua suspensão foi muito bem projetada e acertada, o comportamento é ótimo e ela não é nada essencialmente pista, e pode ir pra rua sem problemas. Bom trabalho.


 A pegada do turbo começa a vir a 3.200 rpm, e a 3.700 rpm ele pega pra valer. Anda forte e é progressivo, nada estúpido, uma preparação que pode perfeitamente ser usada para uso na rua, e de preferência uma boa estrada. Sua potência máxima vem do aumento do torque, já que foi mantida a mesma rotação para o corte, 7.000 rpm.




A pressão não é exagerada e o moderno motor soube agradecê-la com muita resposta em potência. Pena que a pista travada não dê muito espaço para usarmos de verdade essa cavalaria toda de 270 cv. O fato do carro não ter o diferencial tipo Torsen do Civic Si – o que seria moleza para a Honda colocar –, o deixa com pouca tração para que aproveitemos a contento a potência disponível, principalmente nas saídas de curva, onde ele patina se despejarmos um pouco mais de potência. 


Portanto, chego a dizer que um Civic Si – que testei ao longo de uma semana e conheço bem, mas que infelizmente a Honda tirou de produção no Brasil em 2010 –, mesmo tendo 78 cv a menos que o pace car (192 cv), lhe daria um belo suador nessa pista da Capuava, já que com ele, nas saídas de curva, nós poderíamos despejar uma potência maior do que o pace car aceita.
 

Em Interlagos, com retas mais longas, não; o pace car o despacharia longe. O que acabo de dizer não é novidade para o competente pessoal da Honda. Eles fizeram um carro para o necessário e boa. Se valeram para isso de preparadores independentes, já conhecidos pelo meio, e competentes, pois um projeto feito pelo pessoal oficial da fábrica demandaria burocracia, tempo etc, em excesso. Afinal, são só dois carros.



De qualquer modo, lamento, como na certa os engenheiros da Honda também lamentam, que no Brasil não haja um campeonato de marcas verdadeiro, marca contra marca, onde esses engenheiros apaixonados e conhecedores possam colocar em prática tudo o que sabem. Eles estão que nem o Civic pace car; têm potência de sobra.






Postagens populares